quinta-feira, 19 de julho de 2007


Não te fies do tempo nem da eternidade,
que as nuvens me puxam pelos vestidos
que os ventos me arrastam contra o meu desejo!
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,
que amanhã morro e não te vejo!

Não demores tão longe, em lugar tão secreto,
nácar de silêncio que o mar comprime,
o lábio, limite do instante absoluto!
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,
que amanhã eu morro e não te escuto!

Aparece-me agora, que ainda reconheço
a anêmona aberta na tua face
e em redor dos muros o vento inimigo...
Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,
que amanhã eu morro e não te digo...

(Cecília Meireles)


Aprender....



Aprendi que se aprende errando.


Que crescer não significa fazer aniversário.


Que o silêncio é a melhor resposta, quando se ouve uma bobagem.


Que trabalhar significa não só ganhar dinheiro.


Que amigos a gente conquista mostrando o que somos.


Que os verdadeiros amigos sempre ficam com você até o fim


Que a maldade se esconde atrás de uma bela face.


Que não se espera a felicidade chegar, mas se procura por ela.


Que quando penso saber de tudo ainda não aprendi nada.


Que a Natureza é a coisa mais bela na Vida.


Que amar significa se dar por inteiro.


Que um só dia pode ser mais importante que muitos anos.


Que se pode conversar com estrelas.


Que se pode confessar com a Lua.


Que se pode viajar além do infinito.


Que ouvir uma palavra de carinho faz bem à saúde.


Que dar um carinho também faz...


Que sonhar é preciso.


Que se deve ser criança a vida toda.


Que nosso ser é livre.


Que Deus não proíbe nada em nome do amor.


Que o julgamento alheio não é importante.


Que o que realmente importa é a Paz Interior.


E finalmente, aprendi que não se pode morrer, prá se aprender a viver...


(Recebi por email, desconheço o autor)


Aonde?...


Ando a chamar por ti, demente, alucinada
Aonde estás, amor? Aonde... aonde... aonde?...
O eco ao pé de mim segreda... desgraçada...
E só a voz do eco, irônica, responde!

Estendo os braços meus! Chamo por ti ainda!
O vento, aos meus ouvidos, soluça a murmurar;
Parece a tua voz, a tua voz tão linda
Cantante como um rio banhado de luar!

Eu grito a minha dor, a minha dor intensa!
Esta saudade enorme, esta saudade imensa!
E só a voz do eco à minha voz responde...

Em gritos, a chorar, soluço o nome teu
E grito ao mar, à terra, ao puro azul do céu:
Aonde estás, amor? Aonde... aonde... aonde?...

Florbela Espanca


*****


É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer ''eu te amo'', assim como é fácil não dizer nada.
É difícil ser fiel, assim como é fácil se aventurar.
É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer por hoje, assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil abrir os olhos e enxergar o que de bom a vida te deu, assim como
é fácil fechar os olhos e seguir.
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre
falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.
É difícil se pôr no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio
umbigo.
Se você errou, peça desculpas!
É difícil pedir perdão?
Mas quem diz que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou com você, perdoa-o!
É difícil perdoar?
Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo, diga!
É difícil se abrir?
Mas quem disse que é fácil encontrar alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça!
É difícil ouvir certas coisas?
Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Se alguém te ama, ame-o!
É difícil se entregar?
Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida, mas com certeza nada é impossível!
Precisamos acreditar, ter fé e lutar para que não apenas sonhemos, mas também,
tornemos todos esses sonhos REALIDADE.



Sonhe com as estrelas, apenas sonhe, elas só podem brilhar no céu.
Não tente deter o vento, ele precisa correr por toda parte, ele tem pressa de chegar sabe-se lá onde.
As lágrimas? Não as seque, elas precisam correr na minha,na sua, em todas as faces.
O sorriso! Esse você deve segurar, não deixe-o ir embora, agarre-o!
Persiga um sonho, mas não deixe ele viver sozinho.
Alimente sua alma com amor, cure suas feridas com carinho.
Descubra-se todos os dias, deixe-se levar pelas vontades, mas não enlouqueça por elas.
Abasteça seu coração de fé, não a perca nunca.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se achá-lo, segure-o!

Fernando Pessoa

segunda-feira, 16 de julho de 2007

O Desespero da Piedade


O Desespero da Piedade

Meu Senhor, tende piedade dos que andam de bonde
E sonham no longo percurso com automóveis, apartamentos...
Mas tende piedade também dos que andam de automóvel
Quantos enfrentam a cidade movediça de sonâmbulos, na direção.

Tende piedade das pequenas famílias suburbanas
E em particular dos adolescentes que se embebedam de domingos
Mas tende mais piedade ainda de dois elegantes que passam
E sem saber inventam a doutrina do pão e da guilhotina

Tende muita piedade do mocinho franzino, três cruzes, poeta
Que só tem de seu as costeletas e a namorada pequenina
Mas tende mais piedade ainda do impávido forte colosso do esporte
E que se encaminha lutando, remando, nadando para a morte.

Tende imensa piedade dos músicos de cafés e de casas de chá
Que são virtuoses da própria tristeza e solidão
Mas tende piedade também dos que buscam o silêncio
E súbito se abate sobre eles uma ária da Tosca.

Não esqueçais também em vossa piedade os pobres que enriqueceram
E para quem o suicídio ainda é a mais doce solução
Mas tende realmente piedade dos ricos que empobreceram
E tornam-se heróicos e à santa pobreza dão um ar de grandeza.

Tende infinita piedade dos vendedores de passarinhos
Quem em suas alminhas claras deixam a lágrima e a incompreensão
E tende piedade também, menor embora, dos vendedores de balcão
Que amam as freguesas e saem de noite, quem sabe onde vão...

Tende piedade dos barbeiros em geral, e dos cabeleireiros
Que se efeminam por profissão mas são humildes nas suas carícias
Mas tende maior piedade ainda dos que cortam o cabelo:
Que espera, que angústia, que indigno, meu Deus!

Tende piedade dos sapateiros e caixeiros de sapataria
Quem lembram madalenas arrependidas pedindo piedade pelos sapatos
Mas lembrai-vos também dos que se calçam de novo
Nada pior que um sapato apertado, Senhor Deus.

Tende piedade dos homens úteis como os dentistas
Que sofrem de utilidade e vivem para fazer sofrer
Mas tente mais piedade dos veterinários e práticos de farmácia
Que muito eles gostariam de ser médicos, Senhor.

Tende piedade dos homens públicos e em particular dos políticos
Pela sua fala fácil, olhar brilhante e segurança dos gestos de mão
Mas tende mais piedade ainda dos seus criados, próximos e parentes
Fazei, Senhor, com que deles não saiam políticos também.

E no longo capítulo das mulheres , Senhor, tenha piedade das mulheres
Castigai minha alma, mas tende piedade das mulheres
Enlouquecei meu espírito, mas tende piedade das mulheres
Ulcerai minha carne, mas tende piedade das mulheres!

Tende piedade da moça feia que serve na vida
De casa, comida e roupa lavada da moça bonita
Mas tende mais piedade ainda da moça bonita
Que o homem molesta — que o homem não presta, não presta, meu Deus!

Tende piedade das moças pequenas das ruas transversais
Que de apoio na vida só têm Santa Janela da Consolação
E sonham exaltadas nos quartos humildes
Os olhos perdidos e o seio na mão.

Tende piedade da mulher no primeiro coito
Onde se cria a primeira alegria da Criação
E onde se consuma a tragédia dos anjos
E onde a morte encontra a vida em desintegração.

Tende piedade da mulher no instante do parto
Onde ela é como a água explodindo em convulsão
Onde ela é como a terra vomitando cólera
Onde ela é como a lua parindo desilusão.

Tende piedade das mulheres chamadas desquitadas
Porque nelas se refaz misteriosamente a virgindade
Mas tende piedade também das mulheres casadas
Que se sacrificam e se simplificam a troco de nada.

Tende piedade, Senhor, das mulheres chamadas vagabundas
Que são desgraçadas e são exploradas e são infecundas
Mas que vendem barato muito instante de esquecimento
E em paga o homem mata com a navalha, com o fogo, com o veneno.

Tende piedade, Senhor, das primeiras namoradas
De corpo hermético e coração patético
Que saem à rua felizes mas que sempre entram desgraçadas
Que se crêem vestidas mas que em verdade vivem nuas.

Tende piedade, Senhor, de todas as mulheres
Que ninguém mais merece tanto amor e amizade
Que ninguém mais deseja tanto poesia e sinceridade
Que ninguém mais precisa tanto alegria e serenidade.

Tende infinita piedade delas, Senhor, que são puras
Que são crianças e são trágicas e são belas
Que caminham ao sopro dos ventos e que pecam
E que têm a única emoção da vida nelas.

Tende piedade delas, Senhor, que uma me disse
Ter piedade de si mesma e da sua louca mocidade
E outra, à simples emoção do amor piedoso
Delirava e se desfazia em gozos de amor de carne.

Tende piedade delas, Senhor, que dentro delas
A vida fere mais fundo e mais fecundo
E o sexo está nelas, e o mundo está nelas
E a loucura reside nesse mundo.

Tende piedade, Senhor, das santas mulheres,dos meninos velhos, dos homens humilhados — sede enfim
Piedoso com todos, que tudo merece piedade
E se piedade vos sobrar, Senhor, tende piedade de mim!

Vinicius de Moraes



Desce a ladeira, doce gingado
requebrando ruelas
Meio-fio sem fim

Vem descendo
Toda mimosa
Um dedo de prosa
Solta pra mim

Rebola
Mexendo as cadeiras
Morena gostosa
Não faz assim

Eu, seu moreno, me assanho
E fico zangado
Se não me diz sim

Seu sorriso desenha na cara
Meia lua safada, sorrindo enfim
Se vira, balanço fogoso
Morena, menina
Volta pra mim!

RICARDO MOURÃO

Mulata no Sapateado


Quem tem mais balanço no sapateado
Tem mais molejo, tem mais requebrado, oi,
Do que a mulata tem

Quem é mais faceira, mais apaixonada,
Faz mais miséria quando está gamada
Tem mais feitiço que a mulata tem

Quem é que se mostra
Pro estrangeiro ver, por favor,
Imperador ou presidente
Ou qualquer todo crente que vem
Quem é a mulata só porque ela samba bem
Se samba, oh, se samba

Sim, é a mulata seja lá donde ela for
Pra mexer assim precisa ter aquela cor

Tanto faz no samba de partido alto
Ou no puladinho na ponta do salto
Desenvolvendo seu sapateado

Que prazer quando ela gira o mostrador
Mulata, meu amor,
Mexe que remexe, torne a remexer
Só pra eu ver

(Canção de Ary Barroso e Vinícius de Moraes)

sábado, 14 de julho de 2007

Paixão


Auge do desejo
Fogo que a tudo
Devora
Chega sem avisar
Chega sem marcar
Hora
Vulcão que o corpo
Explora
Prisão sem muros,
Sem grades.
É tempestade que a
Tudo invade

Paixão
É Misto de sonho
E loucura
Sabor de fel e
doçura
Anseio maior que
A razão
É Fuga sem direção
Devaneio sem sensatez
Ainda assim...
Nada melhor que
Uma paixão
Melhor morrer
Sem lucidez
E se apaixonar
nem que seja
apenas uma vez!
(Sirlei L. Passolongo)

Direitos Reservados a Autora

O ATO DE AMAR


Muitas vezes é mais fácil amar do que ser amado
Temos muitas dificuldades em aceitar a ajuda dos outros.
Nossa tentativa inútil de ter total independencia não permite que
as pessoas demonstrem seu amor.
Mtos pais roubam dos filhos a chance de dar o mesmo carinho
e apoio que receberam quando crianças.Muitos maridos, quando são
atingidos por alguma mudança do destino, sentem-se envergonhados
de depender da mulher. Não é fraqueza aceitar um ato de amor.
O ato de amar consiste em permitir q alguém nos ajude, q alguem nos
apóie, e q nos dê forças para continuar. Se recebermos este amor
com pureza e humildade, vamos entender que o amor não é dar ou receber.
O amor é mais do que isso. É participar.

Paulo Coelho

Contra O Tempo


Corro contra o tempo pra te ver
Eu vivo louco por querer você
Morro de saudade, a culpa é sua
Bares, ruas, estradas
Desertos, luas
Que atravesso em noites nuas
Só me levam pra onde está você
O vento que sopra meu rosto cega
Só o seu calor me leva
Numa estrela pra lembrança sua
O que sou...
Onde vou...
Tudo em vão...
Tempo de silêncio e solidão
O mundo gira sempre
Em seu sentido
Tem a cor do seu vestido azul
Todo atalho finda em seu sorriso nu
Na madrugada, uma balada soul
Um som assim meio que rock'n'roll
Só me serve pra lembrar você
Qualquer canção que eu faça
Tem sua cara
Rima rica, jóia rara
Tempestade louca no Saara
O que sou...
Onde vou...
Tudo em vão...
Tempo de silêncio e solidão.

Vander Lee


Amar é...



Olhar para dentro de si mesmo, e dizer:
Eu quero alguém para ser feliz...


É viver intensamente um grande amor.
É sonhar com uma gota de realidade,
e realizar uma gota desse sonho.
É estar presente até na ausência.


Amar é ter em quem pensar.
É razão que ninguém teria razão para nos tirar.
É ser só de alguém e nunca deixar esse alguém só.
É pensar em você tão alto a ponto de você escutar.
Amar é ir até a morte.
É acordar para a realidade do sonho.
É vencer através do silêncio.
É ser feliz até com um pouco quando,
muito não é bastante.


Amar é dar anistia ao seu coração.
É sonhar o sonho de quem sonha com você.
É sentir saudades.


É chegar perto na DISTÂNCIA.
Amar é a força da razão.
É quando os momentos são eternos.


Amar é ser adulto e se sentir criança.
É viver a vida em versos e ao inverso.
É a maior experiência na vida de um homem.


Mas acima de tudo,
Amar é crer em Deus porque Deus é amor.
E você é tudo que um dia eu pedi pra mim!
Amar é...

Paulo Fuentes



sexta-feira, 13 de julho de 2007

Da minha janela



Mar alto! Ondas quebradas e vencidas
Num soluçar aflito e murmurado...
Ovo de gaivotas, leve, imaculado,
Como neves nos píncaros nascidas!


Sol! Ave a tombar, asas já feridas,
Batendo ainda num arfar pausado...
Ó meu doce poente torturado
Rezo-te em mim, chorando, mãos erguidas!


Meu verso de Samain cheio de graça,
Inda não és clarão já és luar
Como branco lilás que se desfaça!


Amor! teu coração trago-o no peito...
Pulsa dentro de mim como este mar
Num beijo eterno, assim, nunca desfeito!...

Meu verso de Samain cheio de graça,
(Florbela Espanca)


Simples Momentos


Hoje em meio aos pensamentos
Me peguei lembrando de simples momentos...
Momentos que se tornaram a fórmula da minha vida.
Momentos que hoje são as marcas
Deixadas pelo tempo no meu coração.
Muitos sonhos já vivi,
Muitas noites já chorei,
Muitas dores eu senti,
Mas daqueles simples momentos
Não me esqueci...
Saudade desses momentos
Em que suas palavras me confortavam
Seus conselhos me encorajavam.
O seu sorriso era um detalhe
Daquele sentimento...
Hoje não posso mais ouvir suas palavras,
Nem me encorajar mais com seus conselhos
E nem sentir mais a sinceridade de seu sorriso...
Só as estrelas podem te ouvir
E sentir a presença da paz que existe em você...
Quando olho para o céu
E vejo lindas estrelas,
Acredito que seja você rodeado por elas
Contando as maravilhas dos
Simples Momentos de nossa
Fiel Amizade.


Anjo


Se eu fosse um pássaro
Voaria agora para te encontrar
E levaria todo amor que
Que tenho para te dar

Num vôo silencioso....

Cruzaria o céu...
Atravessaria oceano
Somente para dizer
Que te amo!!

Mas como não sou um pássaro
Não tenho asas para voar
Com o meu pensamento
Vou te buscar

Percorro a distância
Com minha imaginação
E trago-te pra junto
Do meu coração

Anjo....

Quando os olhos não vêem
O que a alma ama
O pensamento busca
O que coração reclama

****Wilma****

“O Encontro”


O afável compartilhar
Revigorasse na energia da Paz
Emanada pela legião que convivo
Um Prazeroso que amo absorver
Tal como lisonjeado estimado
Calado mas muito enlevado
Idealizar bem como seria
Deparando com ela por ai
Passeando caminhando
Ou sentada no banco da praça
Esfregando os pés na areia da praia
Teria eu a percepção em reconhecê-la
E ela ciência exata quem sou
Ou indagaria perdão
Você se enganou
Talvez ela recordasse essa face
E um lindo sorriso comovido daria
E a palavra acaso soaria neste dia
Mas não seria um fortuito
Já estava escrito
Na vida tudo tem intuito
O destino traçado em fábula
Mostra-nos a incógnita parábola.
Conquistando o tempo presente
No valioso tempo da mente

(Opoetabeijaflor)

Diante dos problemas


Diante dos problemas que me afligem a alma,
respondo ao destino, se é que ele existe,
com uma perseverança que as vezes até me assusta,
e me pergunto: onde arrumei tamanha força?
Diante das lágrimas, ergo um muro que faz uma barreira contra o desânimo,
Diante da dor, passo uma pomada de alegria, que remove até as feridas antigas.
Diante da solidão, divido meu amor com os mais necessitados.
Diante da desilusão, crio novas amizades, que reforçam a minha crença em ser o melhor amigo.
Diante da dúvida, arrisco-me mais, seguindo aprendendo com meus próprios erros.
Diante das calúnias, entrego a minha certeza diante dos que me caluniam.

Diante do ódio, levo meu perdão.

Diante de Deus, ajoelho-me e peço muito pouco,
afinal, mais tenho para agradecer, a começar pela vida
e por essa convicção de que vale a pena ser vivida intensamente.
Os problemas?

Ora, eles são o sal da Terra, o que nos motiva a lutar,
e até nisso, damos Graças a Deus.

Diante do espelho, reconheça-se vencedor, digno,
merecedor da vida e das alegrias que podemos conquistar.
Diante da vida, assuma a atitude de quem já sabe que vai dar a volta por cima em cada nova dificuldade.
Diante do passado, guarde apenas as boas recordações, mas não viva delas, produza o dia de hoje.
Diante do futuro, trabalhe mais ainda neste dia. Plante as sementes que você quer colher amanhã.
Diante do amor, viva-o intensamente, aproveite para ser feliz,
enquanto a emoção tocar a sua alma, e nunca, nunca se esqueça de doar-se,
de partilhar os seus sentimentos, mesmo que não te entendam, afinal de contas,
dividir o amor é multiplicar emoções, somar vida e subtrair a solidão.

Paulo Roberto Gaefke


Paciência


Ah! se vendessem paciência nas farmácias e supermercados...
Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia. Por muito pouco a madame que parece uma "lady", solta palavrões e berros que lembram as antigas "trabalhadoras do cais", e o bem comportado executivo, "o cavalheiro", se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele mesmo ajuda tumultuar.

Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma "mala sem alça", aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice,. O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela.

Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela Internet estava demorando para dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça inconformado. Vi uma moça abrindo um email com um texto maravilhoso do Jabor e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais...

Pobre de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus, sem tempo para o amor, talvez 40 minutos para o sexo, sei lá, quem sabe uns 15 minutos..., a paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.

Pergunte para alguém que você saiba que é "ansioso demais", onde ele quer chegar? Qual é a finalidade de sua vida? Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta. E você? Onde você quer chegar? Está correndo tanto para que? Por quem? Seu coração vai agüentar? Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar? A empresa que você trabalha vai acabar? As pessoas que você ama vão parar? Será que você conseguiu ler até aqui???

Respire...acalme-se...o mundo está apenas na sua primeira volta e com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência. Pense nisso!
Lá vem o sol....
Eu acredito em você

Paulo Roberto Gaefke

quinta-feira, 12 de julho de 2007

AH!...CORAÇÃO!

AH!...CORAÇÃO!


Coração...ah! meu coração.

Por que teimas em seguir trôpego caminho?

Por que anseias pelo inseguro...pelo proibido?

Por que não te aquieta em um seguro ninho?

Ah! Coração...quando teimas em seguir falso rumo,

És como as solitárias ondas beijando o inerte rochedo.

Elas se arrebentam... em brancas espumas desfazem,

Você agoniza...verte gotas de sangue...tem medo.

Em ímpetos de encontrar a arrebatadora paixão,

Não vês quanta tristeza e amargura,

Assoma-se com grande peso a esta alma,

Não vês a insanidade desta louca procura.



Queres o amor certo e duradouro;

Aquele que apazigua o espírito...que devolve a esperança,

Aquele que nos conduz , somente por existir,

As mais singelas fantasias...a mais pura crença.

Ah! Coração....aporte em seguro sentimento,

Sente a dor do incerto...sente sua imensidade.

Deixa que te levem suavemente as vagas do vento,

De este ser que governas tenha, ah! Coração - piedade.

Procure o compasso sereno...o sentir inebriante,

Olhe a volta...o longe se torna perto.

Pois quando incessantemente o impróprio se busca,

Acabamos perdendo o verdadeiro, ah! Coração, o certo !


Autora : Maria Lucilia Cardoso

Itápolis / SP




ALGUEM!


Haverá um dia alguém
Com uma ternura inesgotável pela vida
Que divida comigo o tear da felicidade.
Haverá um dia alguém
Que me conduza pela mãos
Ainda que por uma única vez
Em caminhos de uma só direção.
Alguém que seja suave para silenciar
Quando a música da alma invadir
a solidão de dois
E os olhos cantarem, brilhando
em tons de arco-íris.
Alguém que fale em linguagens sensitivas
Quando a boca emudecer,
calada pelo coração.
Alguém que seja tão forte
Para render-se ao som de uma lágrima.
Alguém que ao olhar o universo
Misture-se ao luar,
cantando para as estrelas.
Alguém cujo amor se renove
Como o fluxo e refluxo das marés.
Alguém que seja pródigo em sonhar
E ousado para realizar com a mesma
imensidão do mar.
Haverá um dia alguém...